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Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO |
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ANO NOVO VIDA NOVA 
Cinco, quatro, três, dois, um... FELIZ 2005!!! Mais uma virada de ano, cheia de expectativas, desejos a serem cumpridos, promessas traçadas, além de muita, mas muita diversão nestes novos 365 dias, que, sem dúvida, estarão detalhados passo a passo aqui no TE CHUPO TODO.
E para começar o ano bem, nada melhor que umas boas férias, com muito estilo e o lugar escolhido foi: PORTO SEGURO. M-A-R-A-V-I-L-H-A de Deus! Simmm, meus queridos leitores, neste momento estou a curtir um sol estupendo, em frente a um dos mares mais lindos do nordeste, debaixo de 40ºC latente e com uma cervejinha estupidamente gelada, para transformar esse cenário mais perfeito do que já vem a ser.
Agora, vamos entrar no túnel do tempo e voltar a alguns dias para não ficar nada em branco. Podem confiar, o que mais tenho em minha bagagem são histórias engraçadas, divertidas e até arrepiantes.
Por que Porto Seguro? Não é só pela beleza natural, o axé sem fim, gente bonita e diversão exacerbada, mas, também, uma vontade enorme de passar o ano novo junto da minha “big sister”.
Resuminho básico: ela esteve fora do Brasil, exatamente na Holanda, por volta de dois anos e por esse tempo não tínhamos passado juntas os feriados mais familiares. Trabalhava num bar em Amsterdam e conheceu um holandês louco que lhe ofereceu um emprego em Porto Seguro para gerenciar um bar na passarela do álcool; enfim, ela resolveu vir pra cá e ver no que dava. Desde o final de outubro ela está na Bahia.
Para alguns um paraíso, para outros morar na Bahia é um tormento, como no caso da minha irmã acostumada com o estilo de vida européia. Então resolveu passar o Natal em casa (SP) e largar tudo de vez, embora quisesse um sigilo total para fazer aquela surpresa em casa. Adivinha quem foi cúmplice, de novo: EU. Desta vez o susto ia ser maior, pois, meu cunhadinho Sjaak também viria junto.

Presente de Natal que ganhamos do Sjaak (rs)
Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 10:19:51 PM
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O natal foi ótimo. Comida boa, presentes e mais presentes, família reunidíssima e risadas até o fim da noite (apesar da minha horrorosa dor muscular depois de me aventurar numa pelada de fim de semana). E por falar em fim de noite, é claro que os amigos não estão fora disso. Logo a Mi passou em casa e fomos fazer as visitas clássicas: feliz natal pra tooooodo mundo (rs). E as meninas do TE CHUPO TODO? Desvairadas pelas ruas de São Paulo, correndo quilômetros no meu carro voador, com os chapéus de Papai Noel em plena madrugada. Eu, Dani Santis, Carlinha, Mi e Pri juntas numa noite mágica; e para completar a trupe fomos atrás da Carol, que estava louca e maravilhosa no meio da rua com a galera do reggae. AMO VOCÊS MENINAS! AMIGAS QUERIDAS, VOCÊS SÃO MINHA VIDA!
Como meus pais fazem parte da realidade conjugal dos separados, o dia 25 de Dezembro passei com meu papi. Rolou piscina, karaokê e cervejas básicas, foi muito divertido lá. Mesmo ainda sem ter arrumado a minha mala para a viagem, sai com meus amigos para a minha despedida: eu, Léo e Mi. Fomos no Morro Paulicéia, na Avenida Nova, certeza que a risada perpetuou. Só uma perguntinha: LÉO, VC AMA A GENTE? (rs).

Dia 26 de Dezembro, às 11h30, destino Porto Seguro, BAHIA! Uiááááá... Pois é, resolvemos ir de “bumba” mesmo, pois de avião fica muito caro quando não se fecha pacote de excursão. A caixa preta começa a funcionar desde a rodoviária do Tietê. Compramos as passagens do hiper, mega, super ônibus chiqueterézimo para que às 25 horas não fossem tão cansativas. Mas, quando vimos o nosso São Geraldo, meu Deus, o negócio era rir para não chorar: a estúpida vendedora acabou por trocar as bolas e nós que pisamos na jaca, pois, ao invés de ser esse monstro luxuoso, acabamos no executivo com ar condicionado apenas. Minhas pernas não cabiam na cadeira, tinha um monte de criança dentro do “busão” e muita gente estranha, ou seja, a sorte tinha partido em outro horário mesmo.
As primeiras horas foram suportáveis, até que, um cheiro indescritível exala no ar, acreditam que duas baianinhas (não é marcação, percebia-se pelo sotaque) abriram uma bolsa e lá sacaram um “tupaware” com FRANGO. Simmm, frangão mesmo, pra alimentar as então famosas pela viagem, SUELEN e SAMARA (foneticamente chamadas de Súeli e Sâmara). Gente o que era aquilo? Quando olhei para as loucas, uma não tinha o Ronaldinho e a outra só sabia cantar louvores.
Se ainda acham que é pouco, então vocês não conheceram o IGOR. Quem é ele? Nem queiram saber! O moleque deveria ter uns quatro anos e não parava quieto, detalhe que essa peste estava bem atrás de mim e o hobby dele era chutar o meu banco, além de jogar a todo o momento um jogo insuportável (daqueles que tem um som chato das barraquinhas de camelô). Nos meus profundos sonhos ainda posso escutar: “IGOR, FICA QUIETO! VAI DORMIR!”.
Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 9:16:37 PM
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Tudo bem sorria você está indo para a Bahia! Até que a noite chegou e pudemos comprovar que o ônibus realmente tinha ar condicionado. FOI A NOITE MAIS FRIA QUE JÁ PASSEI! Em cada parada aclamávamos para que o motorista abaixasse o ar, mas, ensandecido ele ignorava as nossas preces e aumentava no talo. Nem mesmo o Felipe Dylon couver animava essa louca viagem. Por fim chegamos, GRAÇAS A DEUS! Quanto tempo não sentia na pele esse calorão, isso porque já estava no final da tarde, umas 17 horas.
Chegamos na casa da Gre, que é uma gracinha, porém bastante quente (mas o que não é quente por aqui). Eu e a Zi fomos dar uma volta na passarela do álcool, que é bem do lado da casa, e logo fomos abordadas por uns baianos loucos. O cara deu um pulo na minha frente e não parava de pedir um abraço, como estava super receptiva eu dei, daí o cara me chamou de MODELO. Noooossa, eu me achei muito do tipo “abalei o Bangu”, até que eu vi um outro baianinho chamando uma gordinha de modelo também e então percebi que a moda aqui é chamar todo mundo assim. Otáááária!
E sabe o que ia rolar? Show do Araketu no Barramares! “O ARAKETU QUANDO PASSA, DEIXA TODO MUNDO PULANDO QUE NEM PIPOCA”. Saímos para pegar o ônibus e esperamos muito tempo, enquanto ficávamos lá, uma baianinha tava muito “dôdia” (todo mundo aqui é louco!) e fazia a diversão da galera – cutucava um, assustava o outro, chamava pra chincha etc. Então conhecemos umas goianas muito legais: a Vanessa, Mônica e Gisele. Vários gatos na baladinha, além do Barramares estar lindo como sempre e o show tudo de bom.

Mônica, Vanessa, Eu, Zi e Gisele - Show do Araketu / Barramares



Cheguei em Porto em ótimo estilo, com quatro na cabeça (rs). Ah! E o cara que encontrei que eu havia conhecido no Montecristo, dizia que era o Fábio Júnior do horror, hahaha, toma! E onde quer que você vá, sempre, mas, sempre você irá encontrar um “guarulhense”: desta vez foi o Camarão! Sol raiando na cabeça, que bela paisagem! Pouco tempo de cama, pois a cara era ir para a praia mesmo, oras! O esquema aqui é um só, pegar o famoso "busão" pra chegar nos lugares: parada na barraca do Tôa Tôa. O dia 28/12 começou bem e com bastante Axé Music na cabeça, embora não há como escapar disso aqui na Bahia, ou você dança ou você dança. Embarquei na lambaeróbica, mas cheguei a conclusão que era muito mais fácil de aprender os passinhos na época do “Tchan-tchan-tchan” do que agora.
Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 8:49:36 PM
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O que mais tem chamado a atenção é a minha cor, percebi que estava num estado de calamidade total quando um baianinho chegou em mim e disse: "E ae palmitão!". Foi demais para minha pessoa, neste mesmo instante olhei para o lado e vi a solução escrita em letras garrafais: JET BRONZE! Não teve erro, gastei a grana pra mudar a história, embora tenha me deixado mais gosmenta ao invés de escurecer a pele transparente.
Agora pára tudo! Um momento de terror no ar... Nada mais natural que milhões de vendedores ambulantes na praia, aliás, chega até ser engraçado o tipo de comércio que é feito, pois é vendido praticamente TUDO que se pode imaginar (colher de pau, orquídeas, bandeja etc); daí a figurinha chegou: mais um baianinho com seus brinquinhos e pulseiras para vender. Pelo cara ser hilário – até me chamou de Malu Mader –, resolvi comprar uma tornozeleira para dar um toque a mais. Com toda educação o sujeito veio colocar a pulseira em mim, com aquela mão cheia de dedos, simmm, quando olhei direito o cara tinha SEIS DEDOS! Argh, que horror! Era um dedinho pendurado e enorme, tinha até unha, absurdamente freak! Juro que me arrepia até agora só de pensar naquela anomalia.

Nesta noite rolou o Show do Timbalada e, como ainda não tinha descansado, só dei aquela passeada básica na passarela e depois cai na cama. Já no dia seguinte... Praia? Por que não uma piscininha? Ou melhor, por que não um Parque Aquático? Yeah, embarcamos para Arraial D´Ajuda e fomos curtir o dia 29/12 no Eco Park, que é show de bola! O lugar é lindo, várias piscinas, toboáguas, até esportes radicais e com direito a dar um mergulho no mar. Mas, como de praxe, sempre rola uns micos "felomenais" (como diz o Giovane da novela). Eu e a Grê estávamos loucas e ansiosas para ir a piscina de ondas, os pequenos "tsunamis artificiais" são acionados por poucos minutos e quando entraram em ação fomos correndo como crianças atrás de doce. Resumo da ópera: as ondas começaram a ficar tão fortes, mas tão fortes que começamos a nos afogar, mal conseguíamos nadar, pois as ondas voltavam e encobriam as nossas cabeças. Por sorte o mico não foi maior, com muito esforço saímos desta enrascada - mas se tivessem salva-vidas mais bonitinhos até que eu daria um toque mais artístico (rs). E a tirolesa? Meu deus! Até agora estou me recuperando do radical que foi aquela queda, os hematomas nas costas não me desmentem.




Depois aquele passeio básico por Arraial, que está divinamente linda, jogamos pool com o Sjaak e eu até encontrei "aquilo" que havia perdido aos 14 anos, hahaha. Impressionante! Já à noite estava difícil decidir aonde ir, pois no Axé Moi iria rolar Babado Novo, enquanto no Parracho nada mais nada menos que ASA DE ÁGUIA! Mesmo indo sozinha, comprei no mercado negro e fui!
Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 8:46:45 PM
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O ASA ARRÊA! ARRÊA! ARRÊA! ARRÊA! ARRÊA!
No final das contas fui acompanhada das amiguinhas de Goiânia, mas quase que fiquei em casa trancada, vê se pode. Havia combinado com as meninas de irmos para a balsa à 01 hora da madrugada e para passar o tempo fiquei em casa navegando na internet. Só que havia um único problema, só um molho de chaves funcionava de três que tínhamos lá e, com muita sorte, fiquei logo com a pior chave, aquela que não abria e nem fechava nada. MEU DEUS! Começou a bater o desespero, pois estava sozinha em casa e não poderia deixar tudo aberto à mercê dos baianinhos ladrões. E como sou muito esperta, fui tentar achar alguma alternativa para evitar futuros, porém breves tormentos: testei fechar a porta e, de repente, consegui finalmente trancar, só que eu estava dentro da casa! Quem disse que eu conseguia abrir a maldita porta?! Entre quatro paredes fervendo quase derrubei tudo, que ódio da minha "inteligência de jumenta"; horas de tentativa depois, um milagre, sai da casa e bem em cima da hora. Encontrei com as doidas e fomos pra noitada!
E que noitada... Para cada dia que falo sobre a viagem fico mais sem palavras para descrever o que eu vivi, são detalhes inesquecíveis, momentos de pura diversão, beleza, paz e BAHIA! O Parracho foi bom demais, muita música eletrônica, gente bonita e malhada, cerveja Skol Latão, que perdição! Quando fui no banheiro dei de cara sabe com quem? O Durval! Quer dizer que o SHOW VAI COMEÇAR!
07 HORAS DA MANHÃ - Ainda no maior pique, e pula, e dança, e canta, e se diverte (isso porque o Asa entrou pra tocar em torno das 02h30). Ver o dia amanhecer com esse cenário bucólico, a beleza natural do nosso país, com a pele queimando exposta ao sol. Vai ficar marcado sim, foi um dos melhores shows que já fui na minha vida (é claro, sempre contabilizando!). Tudo que é bom acaba cedo, literalmente, pois já eram "altas horas da manhã", a galera de biquíni a caminho da praia, enquanto eu estava toda suada, cabelos presos, um pouco molhada por ter mergulhado no mar e cheia, cheia, cheia de areia... Só queria um banho, um banhinho... Quando cheguei em casa o desfecho foi estupendo!
Pra quê dormir? Têm-se muitos dias pela frente para fazer isso, basta uma fechadinha nas pálpebras e em três horinhas está pronto pra outra, como diz a música do fabuloso cãozinho dos teclados: "Lavô tá novo!". Assino embaixo, logo que acordei eu, a Gre e o Sjaak fomos para a Lagoa Azul; claro que antes tinha que rolar uma comidinha light: cada um comeu dois X-Bacon e coxinhas para virar Superman (como diz o meu ilustre cunhadinho).
Let’s go to the Blue Lake! Chegamos na praia de Pitinga no meio da tarde, embora o sol sempre pareça ser do meio dia. Começamos a andar, andar, andar... Aquela droga de areia fofa e minha resistência física atrofiada não era uma boa combinação mesmo. Então nos deparamos com uma miragem, simplesmente tudo que eu queria ver na minha frente... TCHA-RAN! A TENDA DA SKOL SPIRIT! Ohhhhhhh. Quase entrei ajoelhada (rs), tinha acabado de encontrar a Ilha Redonda, só gatos, música eletrônica, a praia maravilhosa, vários espaços legais na tenda e o melhor de tudo: SKOL. Parei para revitalizar minhas forças ("Garçom, traz umas brejas pra mim!") e depois seguimos em frente.
E volta a andar, e andar, e andar, e andar, até não acabar mais. Do nada começo a escutar um Psy muito show, mas, perguntei-me de onde viria esse som, pois aqui não há nada além de falésias, baianos feios que aparecem do nada e a lagoa. Que mistério! Quanto mais nos aproximávamos da lagoa, mais a música ficava alta, então finalmente chegamos e não acreditamos no que víamos. Pois é, tinha um bar ao lado da lagoa, com uma decoração exacerbadamente alternativa e o som vinha de lá; porém, não encontramos absolutamente ninguém! Minha irmã ficou pasma porque ela foi há poucos dias atrás para o mesmo lugar e não tinha nada lá. Ficamos mergulhando no lago de argila e literalmente com o cu na mão.
Quando os dedos começam a ficar enrugados é sinal de que devemos ir embora. O negócio era se preparar para a volta, que sempre é mais demorada. E foi mesmo, mas aquele oásis continuava firme e forte, voltei a tomar o combustível da minha sede, o néctar dos deuses: cerveeeeja (além da coxinha, é claro!). Preocupada com a hora, minha irmã questionou sobre o tempo que estávamos lá e já eram sete horas da noite. Perigo no ar! Ela nos alarmou que não era bom ficar na praia quando escurece, pois nada se vê e tem malandrinhos caçadores de turistas alienados. De repente, num piscar de olhos, tudo se transformou numa escuridão assustadora.
Vimos um tipo vestido de oficial de Havana – só na Bahia mesmo pra ter policiais assim –, perguntamos a ele se o trajeto até o ponto de lotação era seguro e ele confirmou não haver problemas. Atravessamos os portões do paraíso e seguimos em frente, do nada um homenzinho veio correndo aos berros em nossa direção. Naquela situação, é óbvio que sentimos um frio na espinha. Enfim, ele disse ofegante que o tal policial havia pedido para que ele nos acompanhasse até um local seguro. E agora, dúvida cruel? Acreditar ou não acreditar eis a questão!
Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 8:42:31 PM
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Okay! Concordamos que ele viesse na escolta, mas, pensei numa forma de ganhar o cara com simpatia, se é que ele estava com alguma má intenção. Fiz o que eu sei de melhor: FALAR. Não parei de falar um segundo, perguntei sobre a vida dele, os filhos, os nomes dos familiares, até que tipo de igreja, o dia e a hora que a esposa do cara freqüentava. Só sei que deu certo, aliás, ele se sentiu super bem com a gente e, quando eu vi a lotação estacionada, o carinha completou em dizer que nem tinha percebido o tempo passar por causa da conversa (rs). Ufa! Enfim sentamos na Kombi, por muita sorte também, já que há alguns minutos antes um grupinho de Brasília passara pelo mesmo sufoco e ao chegar lá ligaram para que uma lotação para que viesse lhes buscar – nós chegamos no mesmo momento que a Kombi deles e no desespero para sair de lá fomos correndo de encontro com o carro e caímos os três em seqüência num barranco, culpa daquela escuridão solene. Pra engolir toda essa aventura nada melhor que mais cerveja, hahaha, e um jantar delicioso num restaurante português. Ia rolar o Show do Patchanka (nunca ouvi falar, mas disseram que são conhecidos) na Ilha, mas não fui por estar acabada de tanto andar.
Último dia do ano! O dia 31 curtimos no Axé Moi, que estava lotado ao extremo, mas sempre naquela diversão – é claro que as músicas se repetem em todo lugar, como a do “Cow-boy Viado” ou todas as do Mc Pelé, e lá não mudou o script. Voltamos cedo porque trânsito era fatal hoje. À noite de reveillon passamos no Sued´s, ao som da banda “Cheiro de Forró”, hahaha, bem engraçado, mas depois outra banda de pop rock entrou e animou a festa. Encontrei perdido por lá o meu primo do Rio de Janeiro, o Fê, que saudades daquele moleque que já está um homem (to velha mesmo!). A queima foi linda, rolou até um ritual de oferenda para Iemanjá emocionante, pulei as sete ondas e quem sabe deixar todas as mágoas e tristezas acumuladas em 2004 para irem junto com o barquinho. Certeza que 2005 vai ser o ano!





Eu, meu primo Felipe e Zi

E começou muito bem! Minha irmã teve o maior quebra pau com o namorado dela, eles terminaram e ela me chamou para lhe acompanhar no “afogamento de mágoas”. Solução: fomos beber! Só me lembro que começamos quando a maré estava baixa, depois eu já nem sabia de nada, pois subiu, desceu, subiu, desceu, hahaha. Enquanto bebia, percebi que minha sina é as anomalias, desta vez bati um papo com o Zanildo, o cara que tinha a metade da orelha, mas ele me pagou uma breja e deixou de me incomodar. Voltei para casa capotada, dormi no chão mesmo, a Gre voltou com o Sjaak e a paz reinou de novo. Isso não engloba o trio elétrico na rua, a pick-up amarela barulhenta e a baianada ao pé da letra!
Hora de dizer tchau: o Sjaak se foi no dia 02/01. Despedida é tão chata, odeio mesmo, tanto que nem fui ao aeroporto. Lágrimas à parte e investir em algo cultural, fui visitar as Cidades Históricas, conhecer mais uma vez a história do descobrimento: essa é a terceira vez que vou pra lá, embora nunca me canse disso, história é tudo pra mim.
Secas por uma baladinha, eu e a Zi partimos para a Ilha dos Aquários, onde começou toda uma novela mexicana, ops, argentina. Para chegar é preciso pegar uma balsa especial da Ilha e, enquanto esperávamos o barco encher, entraram dois caras e sentaram ao nosso lado. Obviamente olhamos pelo fato de apresentarem uma ótima aparência. Um deles começou a puxar assunto comigo, mas com uma ligeira dificuldade: ele é argentino e seu português é péssimo. Como meu espanhol também não é um dos melhores, dá pra imaginar a briga verbal, até que encontramos uma compatibilidade na língua universal. Nãoooo, não beijei o moço gente (ainda!), quis dizer que era o inglês mesmo. Bom, só sei que os argentinos (Ezequiel e Rodrigo) eram uns amores e ficaram a noite inteira com a gente. Ainda com dores no pé, minha irmã ficou bastante tempo sentada ao lado da barraca do capeta, logo fez amizade com os donos e ganhou diversas bebidas free. Já eu... fui conhecer a Ilha oras... com o Ezequiel... hehehe!
Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 8:37:10 PM
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Zi, eu e Ezequiel - Ilha dos Aquários (03/01/05)
De vez em quando você tem que encarnar o espírito turista aventureiro, conhecer as maravilhas do lugar, não só ficar alienado em busca do sexo oposto nas afrodisíacas noites baianas. O dia 03/01 fomos fazer um passeio que é ótimo, além de perfeito, o local: Recife de Fora (mergulhar numa piscina natural em alto mar, rodeada de corais e peixes de diversas espécies, curtir o seu habitat etc.). Tenho uma experiência constrangedora quando fiz pela primeira vez esse passeio. Havia escolhido usar um biquíni que não sustentava muito bem a região do busto, ou seja, caia a cada braçada que eu dava. Para chegar até os corais você deve nadar ou ir de bote, mas eu sempre prefiro ir sozinha. Nadar ou segurar os peitos? Melhor deixar tudo de fora do que se afogar né! A gozação começou por aí, porque o cara do passeio não parava de ironizar que eu dizia saber nadar, mas não saía do lugar. Até que fiquei “p da vida” e disse que meu traje de banho caia o tempo todo, ele se virou para mim e retrucou: “Eu sei, estou vendo!”. Aí percebi que ele estava usando o óculos que vê TUDO debaixo d´água, que vergonha!
Dessa vez não houve nenhuma gafe, da minha parte, já a minha irmã “Phoebe” não entrou na água depois que descobriu que o mar tem peixes e ela morre de medo (rs). E eu que fui atacada por uma “barracuda”; enquanto eu observava um cardume lindo, apareceu do nada esse peixe enooooorme e veio pra cima de mim, que medo. Receio maior foi ao ver que o comércio atinge frenéticas latentes, vender no meio do mar é demais!
Novamente o terror assolou a minha indefesa pessoa, até mesmo num momento simplório, nada mais comum que ir comprar pães. Simmm, o padeiro também tinha SEIS DEDOS! Muito mais desenvolvido que o do outro cara! É sério quando digo que estou cada vez mais encanada com isso, não tem uma pessoa que eu converse e que imediatamente olhe para suas mãos.
Passado o susto do abominável homem de seis dedos, nada melhor que um reggae para relaxar os ânimos, talvez no Axé Moi e ao som de uma bandinha que imagino nunca terem ouvido falar: CIDADE NEGRA! Está certo, podem me xingar de “mala” e “sacana” que eu não ligo mesmo, hahaha. Até que enfim uma música diferente por aqui, só que fiquei muito decepcionada com o Tony Garrido porque ele canta muito baixo e não tem tanto carisma. Tudo bem que as músicas são show de bola, mas ninguém merece ter de escutar o cara falar “Agora só vou cantar três músicas... Agora duas... Agora uma... Acabou o show”. Além da chuva interminável que tivemos que suportar, embora tudo seja festa e nem dava pra ficar chateado. E guarulhenses em todas as partes, encontramos com uns conterrâneos perdidos e internacionais também, o Mateus da Suécia.



Já disse que dormir por aqui é luxo, contudo, outra noite de minutos revigorantes e “bora” para mais um passeio cultural, conhecer a cidade de Cabrália (outra vez!). Igrejas antigas, guias mirins, calangos por todas as partes, comércio de bugigangas e histórias que ficam no esquecimento. Acho interessante a história da ótima recepção dos índios para com os primeiros jesuítas e fidalgos, na época eles ofereceram tudo do bom e do melhor, desde estadia a boa culinária indígena. Mas isso era apenas um truque “João e Maria” para engordar e deixa-los no ponto, pois eles não eram canibais, gente?
Só que lá mais parecia uma cidade fantasma, embora não deixasse camuflada a pobreza que se instala lá. É triste ver crianças trabalhando o dia todo para receber merreca no final do expediente (sei que é um quadro diário aqui em São Paulo), enquanto a sua infância passa num instante. Aliás, perguntávamos sempre para eles se alguma vez na vida haviam saído das redondezas, até um menino de 14 anos tinha seu mundo resumido àquilo, os demais repetiam o mesmo contexto, jamais haviam conhecido outro lugar.
Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 8:30:25 PM
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E neste dia ia rolar a festa que eu estava louca para conhecer, a Transilvânia, que é a versão baiana das Noites do Terror do Play Center. Muito engraçado mesmo! A partir deste dia me transformei em NATIVA, pois é, fizemos amizade com o segurança das baladas, o Bola, que cobrava a entrada pra gente no valor de moradores – para se ter uma idéia, a noitada de Porto para os turistas custa R$ 35 de entrada e para nativos é menos que a metade. A Gre jurou que viria conosco, mas desistiu na última hora pela influência da net, só que enquanto estávamos na porta da balada ela me apareceu subitamente num MOTOTAXI (muito útil por aqui).
A decoração é toda macabra, desde caixões abertos, monstros assustando todos na festa até o carro que matou James Dean. Acho que a pior assombração ainda é o Mc Pelé, que está em todas e é considerado o rei de Porto. Nessa que estávamos tentando dançar os axés da vida, deparei-me com um argentino muito gato e comecei a olhar. Ele também não tirou os olhos de mim e veio em minha direção, caminhou ao meu encontro e, de repente, COLOCOU A CARA NO MEIO DOS MEUS PEITOS! Pior é que não deu pra fazer nada, pois sempre estou com as mãos ocupadas, a esquerda segura a cerveja e a direita o cigarro, nem deu tempo de bater no cara, só de rir mesmo.
Fizemos mais amizades com estrangeiros, o inglês está rendendo, desta vez foram os conterrâneos holandeses, uns fofos e enormes! Cansa olhar para cima o tempo todo, o mais baixo deveria ter 1m90. Voltamos super breacas, ganhei uma flor de um gaúcho louco e levei uma bronca por estar bêbada, hahaha, só eu que levo a fama em casa (rs).
Recuperada do puxão de orelha e do alto nível de álcool no sangue, percebi que minha mãe e o Marcelo tinham caído da cama e foram para Trancoso cedo; as minhas irmãs queriam vegetar o dia todo e eu? Sozinha... Sem fazer nada... Um caloooor... Coloquei meu biquíni, calcei o chinelo da Gisele Bündchen, mochilinha nas costas e segui em frente. Peguei a balsa, comprei a passagem para Trancoso e fui. A viagem para lá leva em torno de uma hora, o problema maior era o calor, mas, logo percebi que o motorista ia superar demasiadamente. Senti-me como numa Montanha Russa, o cara dirigia como um louco, além dos milhões de subidas e descidas, quase vomitei no mais novo amigo australiano que fiz (estou começando a cansar de falar em inglês). Bom, cheguei sã e salva, curti aquele visual maravilhoso que nunca muda, que paz! É a praia mais linda, sim! Ah, parabéns pro Marcelão, completou 31 anos!
A noite caiu para mais diversão no ar, Show do Cheiro de Amor, no Barramares, a questão se dá na falta de companhia mesmo, as minhas irmãs vegetais não queriam fazer absolutamente nada. Eu estou num fogo total, minha mãe desacredita no fôlego que tenho, nem eu entendo também. Enfim, coloquei os trajes de guerra e cai pra gandaia de novo, sozinha! Enquanto estava à espera no ponto de ônibus, uma bichinha se aproximou e indagou se eu estaria indo para o Barramares, disse que sim e ele retrucou ao dizer que iria colar em mim para não se perder. Quem disse que foi ele que colou? Logo fiz amizade com toda essa galera de Minas Gerais, super acelerados, tudo de bom!
Pelo jeito a sorte caminhava ao meu lado, sozinha já não estava, e quando chegamos lá encontrei o Bola que me colocou FREE no show – mais cagada não dá. Claro que sim, passei pelas mulheres que revistam até dentro do cigarro e um homem pegou a minha mão e beijou, num gesto romântico e encantador, era o meu argentino Ezequiel. O show foi ótimo, depois do Asa esse foi o melhor, curti embaixo de chuva, na companhia de pessoas maravilhosas e do meu médico “muy guapo”.
Apesar das investidas e o “não” massacrante, voltamos num táxi com seis pessoas além do “Antônio Alves”, umas 07 horas da manhã. E por que não mais uma cervejinha de saidera? Eu, o Marden e a Lorena ficamos no “Quiosque das Piriguet´s” num papo quente com uns italianos, hehehe.

Essa é a galera de Minas Gerais que conheci, uns amores!!!

Ezequiel e umas amigas bregas - Cheiro de Amor (05/01/05)

Eu e Marden
Passamos o dia 06/01 no Barramares e mudei meu visual, agora voltei a ser a Gal com meus cabelos de trancinha embutida, hahaha. Mas estava triste porque hoje era a última noite do meu argentino aqui, então fui atrás dele no "Show do Terrasamba", no Tôa Tôa, e deixei de ir na “Noite do Pânico” que iria o Gluglu, meu ídolo!

Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 8:23:59 PM
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No caminho pra festa, encontramos a galera de Minas Gerais e seguimos em frente. Estava com o coração apertado e louca pra ver meu “Perón”, a decepção veio em seguida quando olhei para frente e vi que tinham milhões de pessoas e jamais encontraria ele. Até pedi para São Longuinho, que atendeu as minhas preces e fez-me encontrar bem no final da festa, sendo que eu estava completamente alucinada de bebida e emoção por ter CONHECIDO O GLUGLU, o REPÓRTER VESGO e o CARIOCA. Simmm, eles saíram do Parracho e foram pra lá, o Gluglu gritou e eu vibrei “Uiááááá”, tanto que fui atrás dele como uma tiete maluca e quase o agarrei, mas ganhei um beijinho. Então, encontrei o bofe neste estado crítico, só sei que não apreciei a Lua e acabamos por brigar, ele se foi e partiu meu coração. Encontrei um Joinville para aliviar a dor (rs).
O dia seguinte estava arrasada pelo que acontecera e, principalmente, por não ter pegado nenhum telefone, e-mail, sinal de fumaça, nada... Uma cabeçuda mesmo! Fui passear em Arraial D´Ajuda com a família, encontrei o Rogêr (continua sem o dente) e o Carlinhos (quanto tempo!). Comi um acarajé maravilhoso, como vou sentir falta dessas baianas, o restante da noite num barzinho. Na volta conheci uns italianos na balsa, totalmente loucos, um deles resolveu urinar enquanto fazíamos a travessia, e convidaram-me para ir na Ilha, só que eu estava esgotada (milagre!). Só de lembranças a balsa do amor, hahaha...
Último dia em Porto Seguro, por um lado o coração fica apertado, por outro eu já estou morta de saudades da vida corrida de São Paulo, dos meus amigos, da minha caminha e do meu chuveiro. Fiquei a vagar pela cidade, a princípio meu destino era o Parracho, logo que atravessei a balsa soube que estava muito chato lá. Talvez no Tôa Tôa a solução (rs). Pois é, pela última vez, tentativas incessantes para enfim aprender algum passinho – quer pior coisa que voltar de Porto e não saber dançar nada? É a mesma coisa que não usar durante um mês, no mínimo, uma camiseta que diz “Eu estive em Porto Seguro”. Ou seja, tem que seguir a regra. Por um bom tempo curti sozinha o espaço, mais tarde a galera chegou e junto com eles sabe quem apareceu? O BAIANINHO DE SEIS DEDOS! Ele me persegue, isso porque eu nem comentei da noite no Barramares que ele grudou em mim, argh! Coitado, mas não dá mesmo.
Deixei a minha mala pronta, coloquei a minha nova camiseta by Mc Pelé, “Salve os Lindos e Afogue os Feios”, e fui para o Porto Magia. Durante todos esses dias eu gastei uma pequena fortuna em cerveja, essa festa ia ter cervejada de graça, só que o destino adora sacanear a gente: ACREDITAM QUE EU FIQUEI TÃO RUIM DO ESTÔMAGO QUE MAL CONSEGUI COLOCAR UMA GOTA DE BREJA? O pior de tudo era ter de agüentar os carinhas da barraca falarem pra mim: “Você não bebe?”. Onde já se viu isso, falar logo pra mim, praticamente uma descendente da realeza belga, adoradora incondicional da loira, a versão feminina do Homer Simpson, uma ofensa sem tamanho. O começo da noite foi legal, mas acabei capotando no camarote mesmo.

Adeus Bahia! Exatamente às 14h40, com destino a São Paulo, o super Millenium se preparava para pegar estrada. Aparentemente tudo parecia normal nas duas iniciais horas de viagem, até que o ônibus encostou e o motorista faz um breve alarde: “Gente, tivemos um pequeno problema. A correia quebrou! É melhor vocês descerem porque o ar condicionado vai ficar desligado”. Como assim? Quando desci, olhei para um lado e só vi mato, olhei para o outro mais mato e umas vacas, para frente estrada e a mesma coisa atrás. Estávamos no meio do NADA! Não havia cobertura de nenhum celular e o calor insuportável, avistavam-se urubus sobrevoando as nossas cabeças. Pra não dizer que não tinha nada, uns dois metros à frente estava instalado uma barraquinha de bandeja de madeira (será que alguém para pra comprar alguma coisa?).
Só sei que foram três horas intermináveis. Seguimos em frente, embora outro ponto crítico mostrava a sua face: sentamos nas últimas cadeiras e o banheiro tinha um cheiro terrível. Para completar a viagem, o ar condicionado parou de funcionar e o acento que deita até 90º deixou os pés de todos os passageiros inchados. Isso foi engraçado, meu pé parecia uma bexiga. Exatamente 21h30 chegamos na capital paulista, graças a Deus, então percebi que tal frase é pura ironia: “Sorria, você está na Bahia!”. Que dificuldade chegar, mas essa viagem ficou na história sim? AMEI! 
FELIZ 2005 Á TODOS!!! NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR!!! Bjinhos... Gra
Escrito por Oº°¿¨ TE CHUPO TODO ¨¿°ºO às 8:09:18 PM
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